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Resenhas



FACET – Faculdade de Ciências de Timbaúba
Curso: Ciências Contábeis 2º Período Turma: A
Disciplina: Filosofia da Ciência e Ética
Professor: Sueli Rodrigues 
Aluna: Daniele Mendes da Silva

I. OBRA
MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe: com notas de Napoleão Bonaparte. Machivelli, Niccoló Traduzido por José. Cretella Jr. e Agnes Cretella. 5 ed. Ver. Da tradução. p.190 – São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2008.

II. CREDENCIAIS DA AUTORIA
Nicolau Maquiavel foi um importante historiador, diplomata, filósofo, estadista e político italiano da época do Renascimento. Nasceu na cidade italiana de Florença em 3 de maio de 1469 e morreu, na mesma cidade, em 21 de junho de 1527.
Filho de pais pobres, Maquiavel desde cedo se interessou pelos estudos. Aos sete anos de idade começou a aprender latim. Logo depois passou a estudar ábaco e língua grega antiga.
Aos 29 anos de idade, ingressou na vida política, exercendo o cargo de secretário da Segunda Chancelaria da República de Florença. Porém, com a restauração da família Médici ao poder, Maquiavel foi afastado da vida pública. Nesta época, passou a dedicar seu tempo e conhecimentos para a produção de obras de análise política e social.
Em 1513, escreveu sua obra mais importante e famosa “O Príncipe”. Nesta obra, Maquiavel aconselha os governantes como governar e manter o poder absoluto, mesmo que tenha que usar a força militar e fazer inimigos. Esta obra, que tentava resgatar o sentimento cívico do povo italiano, situava-se dentro do contexto do ideal de unificação italiana.
Entre os anos de 1517 e 1520, escreveu “A arte da guerra”, um dos livros menos lidos do autor.
Em 1520, Maquiavel foi indicado como o principal historiador de Florença.
Nos “Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio”, de 1513 a 1521, Maquiavel defende a forma de governo republicana com uma constituição mista, de acordo com o modelo da República de Roma Antiga. Defende também a necessidade de uma cultura política sem corrupção, pautada por princípios morais e éticos.

III- CONCLUSÕES DA AUTORIA
Maquiavel queria mostrar a contradição entre governar um estado e ao mesmo tempo levar uma vida moral. Tratando sem hipocrisia como um governante deveria agir, ele acabou com uma má fama. Porém, o que ele fez foi desenvolver uma teoria política realista.

IV- DIGESTO
Os Estados e os governos tiveram ou têm poder sobre os homens são repúblicas ou principados. Apontam quais são as duas formas de como o governante chega ao poder, uma pela virtude e outra pela fortuna.
Os Principados Hereditários tem mais facilidade, por fazerem parte de uma família nobre, pois tem direitos ao poder.
O difícil é manter os principados novos que na verdade não são novos, e sim mistos por terem sido incorporados a um Estado hereditário. Pois precisa de apoio para poder ser manter no lugar que conquistou.
O príncipe, conseguindo com que se tornem inimigos todos aqueles que foram incomodados e ofendidos com sua conquista do território, ganhará forças, e diminuirá o risco de perder sua posição, da mesma forma se conseguir reconquistar regiões rebeladas, estas dificilmente lhe serão tomadas.
“Porque razão o Reino de Dário, que Alexandre havia ocupado não se rebelou contra seus sucessores após a morte de Alexandre” Maquiavel responde esse questionamento mostrando duas formas de como o principado é governado: o príncipe com o seu ministro têm maior poder para governa, e a outra forma de governo é o príncipe governando junto com nobres com títulos não dado pelo soberano, mas pela nobreza de sangue, já é mais difícil de governar.
Os Estados que se conquistam estão habituados a viver com suas próprias leis e em liberdade deveriam seguir três caminhos nessa situação: o primeiro é destruí-los; o segundo transferir a residência do soberano para o local conquistado, e o terceiro são deixar o povo viver na sua antiga lei cobrando somente impostos.
Alguns conquistadores chegaram ao poder pelo valor e não pela fortuna como, por exemplo, Moisés, Ciro, Rômulo e Teseu. 
Os que por caminhos nobres, semelhantes a eles, se tornaram príncipes, conquistaram o principado com dificuldades, mas não com facilidade.
Aqueles que conseguem o poder pela fortuna ou sorte devem fazer de tudo
Para adquirir o valor, ou esse governante vai se destituído do poder. São Francisco Sforza, por seus méritos e por seu grande valor, se tornou duque de Milão e o que conquistou com trabalho pelos meios devidos e com grande virtude, e aquilo que com mil esforços tinha conquistado, com pouco trabalho manteve. Por outro lado, César Bórgia, pelo povo chamado Duque Valentino, adquiriu o Estado com a fortuna do pai e, juntamente com aquela, o perdeu; isso não obstante fossem por ele utilizados todos os meios e feito tudo aquilo que devia ser efetivado por um homem prudente e virtuoso, para lançar raízes naqueles Estados que as armas e a fortuna de outrem lhe tinham concedido.
Atos criminosos chegaram ao governo de um Estado, Maquiavel cita alguns exemplos de como algumas pessoas chegaram ao poder pelos crimes, e afirma que se o soberano quer se manter no poder, deve sempre moderar a sua forma bruta usando-a de maneira racional.
Um cidadão que chega ao poder, ou por ajuda do povo ou pela aristocracia e afirma que é mais fácil deste príncipe se manter no poder apoiado pelo povo do que pelos ricos, por esse motivo o monarca deve sempre encontrar uma maneira para que os seus súditos permaneçam sempre fiéis. Para que o soberano possa se manter no poder é necessário pensar em montar um bom exército para a proteção da cidade e ter apoio do povo.
Os principados eclesiásticos, nos quais todas as dificuldades existem antes que se os possuam, eis que são adquiridos ou pela virtude ou pela fortuna, e sem uma e outra se conservam, porque são sustentados pelas ordens de há muito estabelecidas na religião; estas se tornam tão fortes e de tal natureza que mantêm os seus príncipes sempre no poder, seja qual for o modo por que procedam e vivam.
Principado tem mais facilidade de se manter no poder, pois a Igreja tem um poder temporal, por isso que sua estrutura é sólida não correndo o risco de ser disposto. O sistema de defesa usado pelos monarcas para se manter no poder que são boas leis e bons exércitos, no entanto, o escritor dá um conselho para que os governantes tenham um bom exército composto pelos seus cidadãos, pois estes vão ser sempre fieis as suas ordens, diferente dos exércitos mistos e mercenários.
Nenhum príncipe pode ter segurança sem o seu próprio exército, pois caso esteja sem ele dependera inteiramente da sorte, porque não terá meios confiáveis de defesa. O soberano prudente deve sempre está treinando a sua o seu exército para a guerra, pois acontecendo qualquer imprevisto o Rei vai sempre resistir os golpes dos seus adversários.
Maquiavel aconselha as pessoas que desejam o poder, para que saibam conduzir os súditos e os aliados. É necessário que o governante não provoque escândalos, pois isso ajudará manter no poder.
Para o governante manter-se no poder é necessário ostentar um pouco a sua riqueza, pois o povo gosta de ver, mas Maquiavel adverte que não deve explorar muito o povo, pois se não estes podem se revoltar contra o seu soberano.
Todos os Príncipes devem preferir ser considerados clementes, e não cruéis. Porém deve se saber usar essa clemência. Quando o objetivo é manter o povo unido e leal, o Príncipe não deve se importar em ser tido por cruel; os Príncipes novos no poder não podem fugir da reputação de cruel, pois estes estados são os mais perigosos.
Seria bom que o Príncipe fosse ao mesmo tempo amada e temido, mas como essa junção é difícil, é preferível que seja temido. Temido de forma que, se não é possível conseguir o amor de seus súditos, se evite o ódio; o que é conseguido não atentando contra as mulheres e os bens dos súditos e cidadãos. Se for necessário que o Príncipe decrete a execução alguém, que este dê um bom motivo.
É esperado de um Príncipe que mantenha sua palavra empenhada, e viver com integridade e não com astúcia. Todavia nem sempre o Príncipe pode agir com boa-fé, principalmente quando é necessário para isso ele ir contra os próprios interesses e quando os motivos para que mantenha a palavra não existam mais. Pode-se lutar de duas formas: pela lei e pela força. Sendo a primeira própria dos homens; a segunda própria dos animais. Contudo uma não é duradoura sem a outra. Quando se é necessário que o Príncipe aja como um animal, deve saber agir como o leão e a raposa; o leão para afugentar os lobos e a raposa para fugir das armadilhas. O que importa para um Príncipe é a aparência que passa para os seus subordinados, muitas vezes sendo o contrário do que pensa o povo, mas conseguindo esconder o que se é de verdade.
Os Príncipes devem tomar o cuidado que suas decisões sejam irrevogáveis, e que as sustente de tal forma que a ninguém ocorra enganá-lo ou deslocá-lo. Os Príncipes devem se acautelar contra duas coisas: seus súditos e as potências estrangeiras. Contra as potências estrangeiras lhe servirá boas armas e bons amigos; contra as conspirações dos súditos lhe servirá não ser odiado, visto que o conspirador só executará seu plano se pensar que a morte do soberano satisfará o povo.
Disse Maquiavel: O Príncipe sábio deve fomentar astuciosamente alguma inimizade, se houver ocasião para tal, de modo a incrementar sua grandeza superando esse obstáculo.
Quanto às fortalezas, se o Príncipe teme seus súditos mais do que os estrangeiros, deve construí-las.
O soberano deve ter muita sabedoria antes de escolher as pessoas que o rodeiam para que estes sempre mantenham a fidelidade. Maquiavel orienta aquelas pessoas que estão no poder ter muito cuidado com os aduladores, uma forma de escapar desse perigo e escolher algumas pessoas para aconselhar, mas somente se o soberano quiser.
O Príncipe deve evitar os aduladores as cortes estão cheias, mostrando que não há ofensa em falar a verdade, todavia quando todos podem falar a verdade a uma pessoa, perdem-lhe o respeito. O Príncipe sábio tomará homens sábios como conselheiros, que falarão a verdade ao Príncipe, mas somente quando perguntados e sobre o que perguntados, assim o Príncipe não ouvirá mais ninguém. O Príncipe ouvirá seus conselheiros somente quando quiser, e as decisões tomarão sozinho.
Um novo soberano é sempre mais observado do que um soberano de antiga dinastia; quando o soberano novo faz atos virtuosos, estes cativarão mais os súditos do que os de um monarca de antiga dinastia. Deverá o monarca novo não falhar em outras coisas, fortalecendo seu Estado com boas leis, boas armas e bons exemplos.
Na visão de Maquiavel, tudo que acontece conosco é atribuído à sorte, mas metade disso podemos controlar. Para ele a sorte é como um rio, que quando este corre calmamente podemos construir diques e barragens para que quando as águas vierem com fúria, sejam desviadas e seu ímpeto seja menos selvagem e devastador. Maquiavel expressa o seu anseio pela libertação de sua pátria, a Itália. “Que vossa ilustre família possa, portanto, assumir esta tarefa com a coragem e as esperanças inspiradas por uma causa justa, de forma que, sob sua bandeira, nossa pátria volte a se levantar”.

V- METODOLOGIA DA AUTORIA
O autor utilizou-se do método de abordagem indutivo e do método de procedimento histórico.

VI- QUADRO DE REFERÊNCIA DA AUTORIA
Compreende-se de que a corrente de pensamento em que o autor se filia seja realismo político, justificado pela motivação do desejo de poder e segurança, tanto militar quanto econômico, em vez de se preocuparem com ideais ou com a ética.

VII- QUADRO DE REFERÊNCIA DO RESENHISTA
Os estudos têm procurado romper com a tradição de crítica do ponto de vista oral, ou com a utilização da obra de Maquiavel como instrumento ideológico. Procura-se determinar a contribuição específica que ele deu à história das ideias, especialmente aquilo que se refere aos domínios pertencentes à ciência política.

VIII- CRÍTICA DO RESENHISTA
Para o autor, o governante deve entender que os homens têm uma natureza maléfica e, portanto deve ser sempre cauteloso com o seu povo, ou seja, o príncipe não deveria ser bom demais, pois poderia perder a sua imagem de poder e severidade, nem deveria ser odiado pelo povo, temido sim, mas odiado não. O ódio levaria a revolta de sua população, e consequentemente a sua queda do poder, já o temor levaria ao respeito. Assim como, os meios de conseguir esse "respeito", ou seja, o poder de governo, propriamente dito, seriam justificados com os objetivos finais em sua trajetória, o príncipe, de acordo com Maquiavel, deve-se utilizar de todas as formas possíveis para governar, estas incluem o uso da mentira, do golpe, da corrupção, da promoção de uma falsa imagem, entre outros desvios de conduta, pois no final tudo seria justificado e válido.
Porém, Maquiavel afasta qualquer tipo de negativismo para com o príncipe, emanado de seu povo, e portanto o soberano deve ser sempre bem visto,  deve sempre manter o seu povo ocupado e distraído com espetáculos afim de evitar revoltas, ou qualquer outra atividade conspiratória, mas o bem a população tem que ser dosado pouco a pouco para que seja bem saboreado por ela.
O autor também foca bastante na estratégia bélica, afirma que a guerra é necessária para criar o sentimento de nacionalidade na população e para a concretização do poder do príncipe sobre o território, com isso o exército é necessário para a eliminação do inimigo do local dominado e toda violência é válida para submeter a sua vontade algo conquistado.
O uso da força, da imposição é abertamente apoiado por Maquiavel sempre que necessário para atingir algum objetivo político, e isso se observa na máxima "Os fins justificam os meios", ou como apóia o professor desta aluna que escreve agora, a correta tradução "Os meios necessários para os fins objetivados".
Resumindo, a obra explica e guia o príncipe desde sua forma comportamental até seu caráter político, como se fosse um mundo a parte, o mundo da política e das manipulações afim da conquista de um bem maior, por assim dizer, o grande objetivo político do poder. Maquiavel também aconselha na escolha dos conselheiros e ministros do governante. Afirma que os homens que estão em volta do  príncipe o definem, cito agora o famoso ditado para melhor entendimento, "Diz com quem andas que lhe direi quem és", é desta maneira que o autor  aconselha ser a decisão do príncipe, para ser bem aconselhado, tem que estar bem acompanhado, porém só o que é de uso necessário deve ser ouvido e acatado, o príncipe não se submete a ninguém e seus ministros escolhidos devem ser beneficiados com regalias para não sucumbirem ao desejo do poder, o desejo de desejar mais, já abusando da redundância.
Assim concluo que o governo de uma nação é algo tão humanamente complexo que dispõe de todos os meios possíveis e imagináveis para obter um poder estável do ponto de vista da governabililidade do soberano, transcendendo a ética, já que a mesma não tem definição nesse universo político, pois algum ato visto com um olhar de virtudes, no mesmo momento condenado, tem sua justificativa lá no futuro e sem ele, talvez, não tivesse esse beneficio futuramente. Com isso, de acordo com o autor, a política é a "arte do possível", vista de forma autônoma do universo social da ética, filosofia ou religião, e é muito importante para a caminhada da população junto a história.

IX - INDICAÇÕES DO RESENHISTA
A obra é um subsídio para os políticos empresários, governantes, líder de grupo e principalmente estudantes universitários do curso de Filosofia, história, Antropologia, Ciências Sociais e de um modo particular os estudantes de Ciência Política.



FACET – Faculdade de Ciências de Timbaúba
Aluno: João Henrique Oliveira de França
Curso: Ciências Contábeis
Disciplina: Filosofia da Ciência e Ética
Professora: Sueli Rodrigues de Albuquerque Ferreira
Timbaúba, 15 de novembro de 2012

I – OBRA
MARX, K.; ENGELS,F. Manifesto do Partido Comunista. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. 160 p.

II – CREDENCIAIS DA AUTORIA
Karl Heinrch Marx, filósofo e economista alemão, nasceu em Trier (atual Alemanha Ocidental) em 5 de maio de 1818 . Em 1830, Marx iniciou seus estudos no Liceu Friedrich Wilhelm, em Tréveris.  Ingressou mais tarde na Universidade de Bonn para estudar Direito, transferindo-se no ano seguinte para a Universidade de Berlim. Em Berlim, Marx ingressou no Clube dos Doutores, que era liderado por Bruno Bauer. Ali perdeu interesse pelo Direito e se voltou para a Filosofia. Em 1841, obteve o título de doutor em Filosofia.
Em 1842, tornou-se redator-chefe da Gazeta Renana, um jornal da província de Colônia. Em 1843, tendo perdido o seu emprego de redator-chefe, mudou-se para Paris, assumindo a direção da publicação Anais Franco-Alemães e foi apresentado a diversas sociedades secretas de socialistas. Marx escreveu outras obras, como por exemplo, “O Capital”, “Salário, preço e lucro”, “Trabalho assalariado e Capital”, “Estatutos Gerais da Associação Internacional dos Trabalhadores”, entre outras. Em uma pesquisa realizada pela Radio 4, da BBC, em 2005, Marx foi eleito o maior filósofo de todos os tempos.
Engels desempenhou papel de destaque na elaboração da teoria comunista.  Nasceu em 28 de novembro de 1820, na cidade alemã de Wuppertal.  O filósofo cursou a escola secundária, abandonando-a um ano antes de se formar, assumindo por alguns anos a direção de uma das fábricas do pai em Manchester. Engels é comumente conhecido como um "partidário tático cruel", "ideólogo brutal", e "mestre estrategista" quando ele veio para purgar rivais em organizações políticas. Algumas das obras mais importantes para o desenvolvimento do marxismo são: “Ludwig Feuerbach e o Fim da Filosofia Clássica Alemã, do socialismo utópico ao científico” e “A origem da família, da propriedade privada e do Estado.”

III – CONCLUSÕES DA AUTORIA
Os autores fundamentam suas principais conclusões baseadas na ideia da necessidade dos proletários se organizarem em classe para que possam assim reverter a situação miserável na qual vivem. Segundo Marx e Engels, essa situação só pode ser revertida com o fim da propriedade privada, pois seria essa a causadora das grandes desigualdades sociais. Uma classe opressora, dona dos meios de produção, apenas acumulava capital com o trabalho de uma classe de oprimidos, que seriam os operários.  Os autores concluem que o comunismo era quem podia abolir o que eles chamavam de apropriação dos produtos sociais, onde a classe que mais trabalha apenas gera acúmulo de capital nas mãos dos burgueses.
Eles evidenciam ainda a questão política. Os mesmos dizem que se o proletariado atingirem o domínio político como classe, o desenvolvimento será para todos, assim não existirá mais a opressão da classe dominante sobre a classe dominada.

IV- DIGESTO
No capítulo 1, Marx e Engels destacam as formas de opressão social existentes anteriormente e citam a burguesia moderna como nova classe opressora. Eles destacam também quando a burguesia chegou ao poder e “substituiu” os valores anteriores pelo lucro.  Por outro lado, o avanço da tecnologia e da divisão do trabalho deixa o trabalhador bastante desmotivado com o trabalho, contribuindo assim para sua situação miserável.  Além disso, analisa o desenvolvimento de novas necessidades tecnológicas na indústria e de novas necessidades de consumo impostas ao mercado consumidor. Ainda no primeiro capítulo, os autores comentam sobre o surgimento do proletariado, e a condição pela qual são submetidos a trabalharem. O proletariado é tido apenas como uma ferramenta de trabalho, na qual apenas “auxiliam” o trabalho das máquinas. Os antigos artesãos agora ficam amontoados nas fábricas para garantir sua subsistência. Começa assim a surgir, as lutas revolucionárias dos proletários em relação a burguesia.
No segundo capítulo, os autores mostram as relações entre os proletários e os comunistas, fazendo comparações do comunismo com outros partidos. Descreve o comunismo como o único partido que pode transformar o proletariado em classe e conquistar o poder político. Começam a questionar o fim da propriedade privada, argumentando a exploração do trabalhador. Definem o fim da propriedade privada, como um ponto de desenvolvimento econômico para a sociedade, principalmente como um desenvolvimento justo, não apenas da burguesia.
No terceiro capítulo, os autores falam sobre os três tipos de socialismo. O socialismo reacionário, que seria uma forma de a elite conquistar a simpatia do povo, e mesmo tendo analisado as grandes contradições da sociedade, olhava-as do ponto de vista burguês e procurava manter as relações de produção e de troca; o socialismo conservador, com seu caráter reformador e anti-revolucionário; e o socialismo utópico, que apesar de fazer uma análise crítica da situação operária não se apóia em luta política, tornando a sociedade comunista inatingível.
O último capítulo fecha com as principais ideias do Manifesto, com destaque na questão da propriedade privada e motivando a união entre os operários. Marx e Engels terminam fazendo um estímulo aos operários de todos os países, para que os mesmos  possam se unirem.

V - METODOLOGIA DA AUTORIA
Os autores utilizam o método dialético. Percebe - se que os autores fazem comparações, tentando confrontar a realidade dos operários com a realidade da burguesia, o partido comunista com outros partidos, tentando assim chegar a uma síntese através desse confronto.
A obra é iniciada utilizando um método de procedimento histórico. Ocorre uma descrição das relações existentes entre as diferentes classes de épocas anteriores. O autor mostra todo um processo histórico para mostrar as relações sociais de desigualdade que ocorriam já anteriormente. Podemos perceber também no decorrer do livro, a utilização do método comparativo. São feitas diversas comparações, como por exemplo: comparações entre épocas diferentes, comparações entre diferentes classes sociais, entre outras.
É utilizada no livro a técnica da observação. Marx e Engels desenvolvem seus argumentos baseados na observação da situação de miséria em que vivem os proletários, enquanto uma classe opressora acumula capital, alastrando cada vez mais a diferença social existente entre as classes.

VI – QUADRO DE REFERÊNCIA DA AUTORIA
Marx se serve de três principais correntes do pensamento que se vinham desenvolvendo, na Europa: a dialética, a economia política inglesa e o socialismo. O materialismo dialético é o conceito central da filosofia marxista.  O materialismo dialético é o conceito central da filosofia marxista, mas Marx não se contentou em introduzir esta importante modificação apenas no terreno da filosofia. Desenvolveu o materialismo histórico. Como materialista, interessava-lhe descobrir a base material daquelas sociedades. A ele importava saber qual era a base econômica que sustentava estas sociedades: quem produzia, como produzia, com que produzia, para quem produzia e assim por diante.
A teoria da História de Marx e Engels foi elaborada a partir de uma questão bastante simples. Examinando o desenvolvimento histórico da Humanidade, pode-se facilmente notar que a filosofia, a religião, a moral, o direito, a indústria, o comércio etc., bem como as instituições onde estes valores são representados, não são sempre entendidos pelos homens da mesma maneira. Este fato é evidente: A religião na Grécia não é vista da mesma maneira que a religião em nossos dias, assim como a moral existente durante o Império Romano não é a mesma moral existente durante a idade média.

VII – QUADRO DE REFERÊNCIA DO RESENHISTA
A obra retrata, de forma crítica e utilizando uma linguagem simples, a relação existente entre duas classes sociais daquele período: a burguesia e o proletariado.
Os autores utilizam-se de argumentos e questionamentos para mostrar a distribuição desigual da renda entre empregados e empregadores. Marx e Engels questionam as condições de trabalho que a classe proletária era submetida, como carga horária excessiva e má remuneração. Os operários chegam a ser comparados com instrumentos de trabalho, que apenas desenvolvem suas atividades para satisfazerem as necessidades básicas de sobrevivência.
O acúmulo do capital oriundo das fábricas nas mãos da burguesia é um ponto bastante evidenciado no livro, que somado a propriedade privada, são colocados como responsáveis pela grande desigualdade social existente.
O livro defende a ideia de uma união entre os proletários, formando um partido, para que assim possam chegar ao domínio político e fazerem com que todos participem igualmente do capital, atingindo assim o comunismo. 

VIII – CRÍTICA DO RESENHISTA
O Manifesto do Partido Comunista, através de seus argumentos e ideias, fez a humanidade perceber um problema que vivemos até hoje: a exploração do trabalho e a concentração de renda nas mãos de uma minoria.
É indiscutível a importância da obra para o avanço da ciência. Marx e Engels desenvolveram uma obra considerada revolucionária até hoje. Quando passam a questionar a desigualdade social através de um “olhar crítico”. Olhar esse fundamental para que a sociedade pudesse perceber a necessidade de mudança e questionassem seus direitos trabalhistas. Foi sem dúvidas e muito para uma sociedade que vivia “escrava do capital”.
Marx e Engels desenvolvem sua obra com uma personalidade crítica, inovadora e de não aceitação da realidade, sempre questionando a realidade das coisas e buscando avanços, soluções para os problemas encontrados.

IX – INDICAÇÕES DO RESENHISTA
A obra é indicada para leitores em geral, pois apesar de ser um documento de importantíssimo valor histórico, utiliza uma linguagem simples, de fácil compreensão.
O Manifesto do Partido Comunista, em geral, fornece subsídios para o estudo de diversas disciplinas, mas em especial, seu conteúdo se identifica bastante com sociologia, filosofia e história, pois acima de tudo, Marx e Engels desenvolveram uma obra revolucionária.
O livro pode ser adotado no ensino médio nas matérias anteriormente citadas e também em diversos cursos de graduação como: direito, ciências contábeis, filosofia, administração, sociologia, entre outros.

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